PUTZ AND GRILLA: THOR poderia ser um bom filme, mas não é…

PUTZ GRILLA!!! Como eu gostaria que Thor fosse um bom filme. O gênero precisa retomar a relevância no cinema. Ferraram com superman e com dúzias de outros filmes que poderiam salvar a impressão geral de que filmes de quadrinhos são, em sua grande maioria, medianos e tão bidimensionais quanto as páginas das revistas mensais. Mesmo vendo que a marvel estava fazendo mais um filme “pelas coxas”, prometi entrar no cinema de coração aberto para receber a proposta de Kenneth Branagh e por isto, talvez, esta seja a crítica mais sincera que você estará lendo.

Todos concordam que existem problemas com o filme Thor, mas ninguém sabe dizer o que é.  A grande maioria defende esta merda com medo de que uma baixa recepção prejudique de alguma forma o grande filme que pode vir a ser os Vingadores…mas eu não estou nem aí para isso. E arrisco dizer : O problema do filme é rítimo.

Talvez por ser storyteller e conhecer o mundo de Thor, sei do que estou falando e saberei pontuar com veemência o que me incomoda no filme, diferente de dizer apenas se gostei ou não, e empurrar para você um produto que não vejo nas prateleiras.

O rítimo é prejudicado logo na edição.  O filme começa no MEIO (onde os pesquisadores encontram Thor) depois saltam pro PASSADO ( em Asgard para explicar como Thor foi parar ali), e voltam para o meio novamente para finalmente COMEÇAR a contar a história.  Este recurso refreia a narrativa e funciona muito bem em filmes como Jogos Mortais ( primeiro) ou em um Pulp Fiction, por que a  estética escolhida pelos seus diretores pede por uma montagem desta. Mas isto não funciona em thor, por que não faz parte do estilo do filme,  o abandono repentino deste recurso mostra o quanto foram infelizes nesta escolha logo de cara.

No design, vemos erros típicos de uma produção apressada e feita pelas coxas. Percebam como a roupa de Thor se afrouxa no corpo do Hemsworth  quando ele esta sentado conversando com Loki.Observem o martelo, quando thor entra todo pimpão jogando ele para o alto como se fosse plástico, neste ponto Mjolnir perde todo seu peso para mim. (inclusive, acho que a cena em que o martelo retorna ao Thor, ou vai para as mãos de Odin,são cenas rebubinadas)

Nas cenas de ação contra os gigantes de gelo, QUEM DISSER que não temos aquela câmera de cachorro doido durante as lutas é MENTIRA. Os melhores momentos são quando Thor luta rodando o martelo ( ficou muito bom!) mas logo depois ele coloca o martelo girando no chão jogando gelo em monstros de gelo…putz…massa véio! Depois ele atravessa um gigante como uma bala sem ter uma gota de sangue na sua capa, digno de James Bond. Nada disto prejudica esta sequência, que seria o melhor momento do filme.

Então thor finalmente esta na terra. (“I CAST YOU OUT!”). Reclamaram que este tempo foi pouco, mas até achei que seria o ideal se  fosse bem aproveitado.  Eles me contam as mesmas três piadinhas que eu já tinha entendido na primeira (5 vezes cada ).
Talvez a “grande crítica” não tivesse reclamando da conversão do Thor (de um [ arrogante príncipe, não…]  PENTELHO à um nobre principe ) se o tempo gasto (a partir do momento em que LOKIIII faz uma visita ao seu irmão na terra) fosse para mostrar o quanto Thor  ficou arrependido pelo que fez, o quanto ele sentiu a perda do pai e o quanto ele lamenta por não poder voltar para casa.
Para mim a redenção de thor começa ali, porém, isto nem é sentido pela audiência (tanto que não vi ou ouvi NINGUÉM falar deste momento.) HUMILDADE se ensina colocando o playboy na lama! Isto poderia ser feito se THOR fosse considerado LOUCO pelos humanos (como nos quadrinhos ultimates) e fosse tratado como tal. A partir daí, poderiam colocar a dona Jane Foster para resgatar o cara, gerando um vínculo mais crível do que “uma noite na fogueira…”. TENHA DÓ!!!

Mas nãao…perde-se tempo com piadas repetidas e cenas brochantes. EU faria um CORTE na participação brochante do Gavião Arqueiro e daria mais tempo para LOKI e THOR em um dialogo em que Loki colocaria thor a baixo de ZERO com suas notícias, e usaria suas palavras para imprimir CULPA no herói, cobrando interpretações poderosa de seus atores. Era ISTO que eu queria ver!  Fizeram isto no HULK DE ANG LEE , porque ninguém lembrou disso? (TALVEZ porque o filme não tenha rendido tanto $$$)

Loki foi o que mais prestou do filme. Asgard é linda de se ver…mas não se sente. Onde estão os súditos quando seu rei hiberna e é  substituído por Loki? Depois da tomada inicial, Asgard  se resume a sala do trono.
Que falta BALDER faz?
Dentro do reinado de Loki,  ele seria a oposição (como Faramir em Senhor dos Aneis).  Ele poderia ser o filho que Odin sempre quis ter, uma vez que THOR não cresceu e Loki era muito malvado.
Os três guerreiros são completamente inúteis na película, quando Balder faria o que eles fazem, SOZINHO, se fosse pensado para o filme.
Para que contrataram a gostosíssima Jaimie Alexander para ser SIF se o diretor é completamente INCOMPETENTE em extrair toda a gostosura da atriz (alias, ele não consegue extrair “gostosura” de ninguém do elenco feminino)? MAAS você tem bastante tempo para mostrar o quanto Hemsworth ficou saradão para o filme colocando uma calça de cintura baixa e deixando ele desfilar pela sala…. (que chega a ficar ÚMIDA!!! ). PUTZ!!!

Então temos o DESTRUIDOR. Ponto alto do filme. O tratamento gráfico e design que deram para o personagem é inteligente. Foi utilizado no início do filme (muito bem utilizado), no meio ( muito bem também) e poderia ser utilizado no fim! THOR e LOKI nunca deveriam terminar em um conflito no braço. O combate final deveria ser THOR vs DESTRUIDOR, mesmo que fosse pela terceria vez. Entre Thor e Loki deveriamos assitir um dialogo dramático Shakespeariano entre os irmãos. Aliás, para um diretor que se dizia entendido do assunto,  eu queria ver era LOKI mais inspirado (como Kenneth Branagh em Othelo). O ator até que dava conta se o diretor exigisse isso.

No fim a batalha na ponte tem seus momentos. Apesar do despertar de Odin existir para dar uma relevância maior ao personagem do Anthony Hopkins (como o tiro 360º de Angeline em O Procurado). De resto, nada a reclamar do final do filme.

Acho que já foram observações o suficiente. Em suma: Um filme onde o diretor não consegue extrair do elenco suas melhores interpretações e nem das beldades todo seu sexy appel (para um publico 80% masculíno, não me admira ter perdido bilheteria para os velozes e furiosos). Os truques narrativos são mau utilizados e apenas refream o rítmo do filme. Apesar dos efeitos especiais bem utilizados, as cenas de retorno do Mjolnir foram feitos na “rebubinada” e este truque “old-school” destoá demais do restante (Thor tem que voar “carregado” pelo Mjolnir [ de plástico] e não como o Superman.) A veia shakespeariana não existe.  A luta entre Thor e Loki é clichê demais, um insulto: Quando se tem um personagem essencialmente inteligente e dramático como Loki.

Minha chateação maior é que se o Thor fosse uma adaptação isolada, todos os elementos onde ele perde aqui, poderiam ganhar uma extrema relevância. Thor tem um universo tão amplo quanto o de seu concorrente na temporada, o Lanterna Verde. Porém a marvel se limita a fazer um filme na pastelaria. Na verdade não estou puto com o Thor, estou PUTO com a MARVEL e a FOX de tabela. Estão estressando a audiência com suas adaptações de quadrinhos…sempre medianas. Isto deprecia o gênero e manda todos nós para escanteio, cedo ou tarde.

Hoje o cruzeiro me deixou feliz, pelo menos isto.

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