PUTZ AND GRILLA! Revisitando Castlevania: Lords of Shadows!

Música? ÉPICA. Cenário? Apocalíptico. Jogabilidade? Demorei uma semana! Difícil demais quando jogado pela primeira vez ( Esperar o que? É Satan. E não tenho tanto tempo livre quanto parece…). Sabe aquela expressão evangélica “pisa na cabeça do diabo”? É exatamente isso que o jogo significa.

Gabriel é um caçador de vampiros no começo do jogo. O personagem é bem contruído: Apesar de todo seu poder de fogo, ele carrega um olhar triste e relutante pois acaba de perder a esposa à dois dias atrás. Ele  procura uma máscara divina para ressuscita-la, pois sua alma se encontra presa no mundo dos homens. Imagina o que isto entrega ao player: A sensação de ser um cara com uma “fuça de coitado”, tão triste e deprimido, mas que parte TROWS no meio!!! Diferente do Kratos e do Prince Dastan  que tem toda a “banca de cara fodão”, você sabe que tudo que Gabriel queria era sua mulher, filhos e um cachorro.

Sério! A sobrancelha de Gabriel faz aquela curvinha adjascente CONSTANTE que da a sensação de tristeza e pesar ao personagem (tem momentos em que ele não se aguenta e CHORA! Por Deus!). Porém nada o impede de destruir tudo que encontra no caminho. Tipo: ” Me desculpa” (SPLASH!) ” Com licença” ( RIIPLASH!). Com direito a momentos de requinte de crueldade…tipo ” Que dó que tenho de você…” (SCRASHSHH!!!).

O roteiro é tão bem construído que nem percebe quando acaba de se tornar o “Anjo bíblico”. Na medida em que você recupera as relíquias divinas ao longo do jogo e sua cruz/estaca de batalha recebe upgrades, você consegue água benta, bota divina que te deixa mais rápido e de repente, você consegue ASAS . E aquilo fica ali como  um mero detalhe gráfico quando de repente o roteiro justifica isto mais tarde.

Como no  Batman R.I.P de Grant Morrison, o vilão é o maior de todos. A trama deixa para revelar Satan apenas no momento em que o adversário seria o Lord Necromântico. E ainda, no final de tudo, Gabriel se torna O DRÁCULA.
“CUMÉ QUE PODE?” Eu te explico:  Gabriel, apesar de toda sua fé, não consegue ressuscitar sua esposa, que vai para o lado do Senhor Deus. Fica ele todo deprimido, na boca do “inferno”, praticamente, com a máscara do mal jogada de lado pelo “coisa ruim” e isto vai dar coisa boa? É CLARO QUE ISTO SÓ PODIA DAR MERDA!

Em termos de jogabilidade é Shadow of colossus, God of  War e Prince of Persia tudo em um pacote só. Méritos para HIDEO KOJIMA e sua produção. Lembro quando em METAL GEAR: Twins Snakes, Kojima fez uma grande  homenagem   aos filmes do fim do século passado, agora  diria que ele fez o mesmo com Castlevania, mas com os grandes games.  A luta contra Satan, no nível difícil, e o desafio do cenário, de enfrenta-lo sem tomar uma porrada, é digno da batalha final que você espera em um épico desta grandeza.

Para finalizar, o roteiro, que roteiro! A reescrita dos contos de Castlevania com  a narrativa da derrocada do Belmont, de um sagrado paladino à uma sombra de si mesmo, aquilo que mais odeia, um vampiro. Tão bem amarrada e tão bem explorada  que não é digno de uma adaptação cinematográfica: Tal feito estragaria a experiência.

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