Arquivo do mês: julho 2012

Putz´n Grilla! Batrman: The Darknight Rise

As primeiras linhas do diretor Christopher Nolan sobre este terceiro filme foi algo como “…provavelmente não haverá um terceiro filme…” ou “…só faremos o filme se ele for extremamente relevante….se tivermos uma boa história para contar”. Para Nolan, o que importa é a história e, em suas palavras, “Filmes devem se esforçar para defender a visão criativa, acima da instituição do próprio personagem.” O que significa que a visão do autor deve prevalecer sempre.

Ele deixou claro que sua história era sobre Bruce Wayne: No primeiro filme ele exterioriza um monstro por meio da combinação de teatralidade, obsessão e apuro técnico no combate ao crime (o Batman) para levar sua vingança aos criminosos de Gotham. No segundo, sua vida e as pessoas que o cercam são consumidas no caótico vácuo sombrio gerado pela criatura das trevas. No inevitável terceiro capítulo, a história que Nolan procurava era sobre a redenção de Bruce. Mas, se não consegue dizer “não” aos milhões depositado em sua conta bancária, então, como contá-la?

A resposta estava em um livro sugerido pelo seu irmão e parceiro nessa empreitada que, com o suporte de décadas de quadrinhos, faz até muito sentido: O vácuo citado acima consumiria toda sua amada cidade e viria na presença da enorme criatura ameaçadora chamada BANE. Teremos os embates icônicos dos quadrinhos para os fãs! Teremos Gotham tomada por criminosos, novos Bat-acessórios, Bat-veículos e, se tudo isso não for garantia suficiente de sucesso, teremos  a morte da versão cinematográfica de um dos maiores ícones pop do século XX. Todos os elementos no lugar para uma obra prima que, nas mãos competentes, seria impossível de ser ignorada pelos velhos ranzinzas da academia. Com direito a sucesso de bilheteria, pipoca e tudo mais.

A única questão agora era se Nolan seria capaz de superar suas duas maiores e mais recentes obras: A origem e o irresistível Batman The Dark knight. E ele conseguiu! Produziu uma versão do filme de quase quatro horas onde pôde expressar todo seu talento, com direito a dois finais diferentes, que foi exibido para pouquíssimas e seletas pessoas da indústria que saíram chorando da sala de exibição, emocionadas com mais uma obra prima, que dificilmente chegará aos olhos do grande público: Pessoas simples como eu e você. Porque? É INVIÁVEL. Então,acredito, ele teve que fazer uma versão mais industrializada de sua obra prima….e aí meus amigos, enfim chegamos ao resultado nos cinemas.

Claro, confiamos no talento de Nolan, e sua capacidade de edição multifocal que mantem a atenção do expectador pulando entre as diversas linhas narrativas de seu enredo em um envolvente crescendo, como fez nos últimos dois filmes. mas não é o que acontece aqui.

Ainda no primeiro ato, a impactante introdução de Bane, Selina, Blake, Gordon,um pouco de Miranda,  Alfred, cenário de Gotham e nova realidade de Bruce Wayne…para o então retorno do Batman. (1/4 da história, 50 minutos de filme). Daqui o que se destaca é a magnífica interpretação de Anne Hathaway na pele da insanamente adaptável Selina Kyle, e Michael Caine com seu Alfred e suas sensibilizantes e infrutíferas tentativas de fazer Bruce desistir de retornar ao manto.

Quando estamos preparados para o melhor, Batman e Bane , um combate seco, com uma plasticidade áspera, onde o personagem principal é desconstruído a base de socos e palavras proferidas a baforadas (que ganha, por alguns momentos, a voz de Liam Neeson)…enfim Bane quebra o morcego e o manda para o fundo do poço. Então Gotham é tomada de assalto, e, na expectativa de uma riqueza dramática inerente a situação proposta, combinada ao terror psicológico que só Nolan sabe entregar: Tenho alternâncias entre as explicações de Bane e a ilustrações de seus atos em “flashfowards” (técnica utilizada também para censurar em cortes rápidos a “brutalidade” de Bane, Ò.Ó). A economia do tempo feita aqui é para aplicá-lo em Bruce (é uma história dele, lembra?) e sua desesperada (segunda) ascensão,uma narrativa muito rica nesta parte, juntamente com a revelação da origem de Talia Al Ghul (melhor que os comics). Ah, claro, esse tempo “economizado” também serve para as sequências de ação…tem muitas, mas com um Nolan apressado e não tão inspirado, praticamente trabalhando por trabalhar, nenhuma delas atinge seu verdadeiro potencial como a simplicidade de um caminhão sendo capotado por uma moto, ou de um carro pulando telhados e quebrando muros.

Chegando ao clima, o “Dispositivo de liberação de Gotham” serve como saída fácil para diversas questões. Sem grandes e imprevisíveis viradas, como os dois últimos filmes. Sem aqueles delírios que quebram a realidade fria proposta por Nolan (como Bat-demônios, cavalos cuspindo fogo ou personagens com metade da cara queimada) e sem finais abertos a interpretações, uma marca do diretor, este último filme não se sustenta sozinho pela pressa, pela falta de criatividade e pelas necessidades mercadológicas impostas ao diretor.

O talento de Anne Hathaway fica para as primeiras cenas, sem tempo de desenvolver uma química com Wayne que justifique aquele final. O desperdício de Michael Caine ,com o sumiço de Alfred ainda na primeira parte, é lamentável. A herança do policial Blake é um tanto forçada, uma vez que não houve tempo para se construir uma confiança entre ele e Bruce, muito menos um treinamento ( Ah…qualquer um pode ser o Batman, mesmo sem alguns bilhões de dólares e décadas de treinamento). Bane esta enorme e intimidador, mas sua brutalidade passa desapercebida ( exceto no combate contra o Batman) devido ao vício dos cortes secos anticlimáticos e pela limitação de sangue imposta na classificação do filme.

Fica nítido em todo processo e em seu resultado que diversos momentos  inspirados pelo talento de Nolan ficou no chão da sala de edição: E que nenhum dinheiro do mundo paga a VONTADE de fazer aquilo que você faria de graça, por puro prazer. No entanto, tratem estas observações como a de uma mente exigente: Esse filme só não é o pior dos três porque  cumpre o sua função de concluir a melhor trilogia de um filme de quadrinhos, e uma das melhores trilogias da história do cinema (segundo os entendidos), e por isso o Batman de Nolan merece todos os elogios que esta recebendo pelo conjunto da obra.

Nolan nos entrega um final incomum para um drama que todos acompanhávamos: Um final feliz para Bruce (ninguém esperava que seu  drama iria acabar bem), que exorciza seu demônio interior através do inferno que passou pelos três filmes, canalizando a vontade de viver e passando a tocha para o Fanboy, único romântico o suficiente para comprar a idéia de que qualquer um pode ser o Batman. Isso satisfaz o público, que acaba aplaudindo de pé, fecha o círculo dos três filmes e ainda mantém o Batman como….bem “O Batman” ( Bom demais para morrer…).

Selina encontra uma nova vida e uma nova vítima (quem diria). O governo americano deve restabelecer a ordem de Gotham e cuidar de milhares de presos soltos por Bane. Os mais notáveis devem controlar o crime organizado na cidade: uma onda de Meta-criminosos,talvez. Aberrações criadas pela radiação da bomba que explodiu na mar (Killer Crock, Clayface, Mr. Freeze e outros).

Tudo isso aberto à um novo diretor, que, segundo Nolan, deveria colocar sua visão “acima da instituição do próprio personagem.” e deixar qualquer infelicidade que possa surgir disso na conta do Robin.

Tudo que a Warner Brothers queria ($$$).


BATMIS the Dark Knigth RISIS


PROMETHEUS.

Prometheusram-me o retorno de Ridler Scott em uma película ateísta sci-fi sobre a origem da humanidade e, de quebra, das armas mais letais da história do cinema: Os Aliens.

A origem do famoso monstro babão vinílico dos cinemas pode ser resumida a uma simples fórmula:

Anabolizante alienígena da morte + Macho da espécie humana /Fêmea da espécie humana = Lula Gigante / Engenheiros divinos = Aliens. Simples!

Até chegarmos a esta conclusão somos arrastados até os últimos segundos da película, em uma cena que parece ter sido colocada ali para evitar a grande decepção.

Já o retorno de Scott a ficção científica: Temos um pouco do terror psicológico e aquela batalha sobre ciência e fé, mulheres em perigo, gosmas, sangues e aliens com explícitas conotações sexuais. Mas nenhum desses elementos atingem o ápice dos momentos mais memoráveis do diretor.

Sobre a ficção científica: Este tipo de público é o mais chato e difícil de se agradar. Os cientistas do filme cometem erros de procedimento técnicos amadores, daqueles que nem calouro em patologia clínica cometeria. E a massa de roteiro é tão focada em argumentos e na proposta do debate que sua gravidade geram os maiores buraco negros do gênero.

COMO CONCERTAR: ( Vou começar a colocar propostas para concertarem estas merdas….o que acham?)
Para se resolver isso, deveríamos primeiro considerar que a última cena esta deslocada no tempo e logo depois do seu nascimento,o primeiro 
Alien vai atrás da sua “Avó”. Dentro da segunda nave alienígena, mesmo com os planos e ir para o planeta dos criadores, a protagonista monta o robo, para auxilia-la a pilotar a nave, que se livra dela e coloca a nave em curso de volta para a terra. Então o Alien, para vingar sua Avó acaba com o robo, deixando a nave em deriva no espaço, para ser encontrada no filme Alien um. Será que farão mais dois filmes para chegar nesse ponto?


Putz and Grilla: BANE!

Nos proximos dias vamos ouvir diversas coisas sobre este filme:

Iremos ouvir o quanto ele é bom, bem produzido, dirigido, escrito:Tudo aquilo que já esperávamos ouvir quando foi anunciado o início de sua produção, mas morríamos de receio que ele superasse nossas expectativas.

Ao que parece, eles conseguiram.

Iremos ouvir diversas comparações com os produtos vigentes, e de sucesso, desta temporada e das passadas, incluindo seu antecessor: Aquele que todos julgavam insuperável.E tem a velha batalha Marvel vs DC. Onde, aqueles que curtem mais o bom e velho heroísmo da DC, encontrarão conforto na produção de uma mente que compreende que Super Heróis e Quadrinhos podem ser muito mais do que mero entretenimento escapista multimilionário e de fácil produção. Mas também são isso aí…e tem espaço para todos.

Teremos os estudos: Onde serão reveladas as diversas perspectivas da batalha dos Blockbusters. Se o importante é o dinheiro, e sempre é, então a vitória dificilmente deixará de sorrir para a Marvel e seu tremendo sucesso. E aqueles que priorizam a qualidade de uma experiência cinematográfica (daquelas que mudam sua vida) deverão esperar mais alguns meses, para saber se o único filme do gênero, atualmente, com qualidade para ser coroado com o óscar, será contemplado com alguma indicação.

Teremos projeções em alguns cenários onde este filme será lançado em 3D e em outras salas de cinema, de maneira semelhante aos seus concorrentes, para vermos quem faria mais dinheiro na primeira sessão de meia noite, no fim de semana e na semana de abertura.

Tudo dentro do normal, já vi tudo isso acontecer antes. Seja qual for o resultado, BANE já disse tudo em sua frase épica:

Let the games BEGIN !!!


Putz´n Grilla: UFC 148 SILVA vs SONNEN

IIIIIIIT`S TIME TO PLAY IN THE MUD! BITCH!

SILVA VS SONNEN: Cada soco na cara desse americano safado vai ser comemorado como um gol da seleção por mim….pena que não deve durar muito. E para os americanos sensibilizados com a imagem SE SONNEN GANHAR eu lanço uma outra dele como o CAPITÃO AMÉRICA. FEITO?

Então não encham o saco e curtam a luta.