O engodo chamado LIEFIELD

Quando perguntar para um agente de quadrinhos algo do tipo: “Porque eu estou fora do mercado e Liefield continua lá dentro?” A resposta é quase sempre a mesma: “Alguma coisa ele tem…não se sabe o que: Mas você não deve se preocupar com isso. Preocupe-se com seu trabalho…”. Eu escutei isso muitas vezes, mas hoje eu sei o que significa esse “não se sabe o que…alguma coisa tem” e, aproveitando que o infeliz publicou uma nota polêmica que revoltou alguns artistas da indústria, resolvi compartilhar minhas teorias.

Liefield é um tremendo erro da indústria. Um monstro criado por ela. Como um câncer que se origina na multiplicação acelerada das células, este “profissional” copiou, multiplicou da mesma forma exagerada todos os artistas que julgou necessário.  Sem amadurecimento técnico (coisa que leva tempo), foi inflado como grande revelação da indústria por ingressar no mercado com apenas 16 aninhos. Qual o motivo? A (in)capacidade de desenhar algo com características semelhantes a de outros artistas de sucesso associado a um extremamente eficiente LOB e NETWORK que o sustenta até hoje.

Infelizmente, a mesma escola que regurgitou este elemento, acabou dando origem a verdadeiros Deuses dos Quadrinhos Modernos (Jim Lee, Todd, Greg, MArc Silvestre, Tunner, CAmpbell..entre outros). Liefield acabou por se tornar um tremendo ENGODO por aproximação. Sua “arte” não pode se distanciar das características dos outros por serem as mesmas, e seus erros acabam por ser justificáveis pela velatura do “estilo” e este argumento acaba garantindo a seu “trabalho” lugar ma história da arte ao lado de desenhistas muito mais competentes, como Jim Lee, por exemplo.

SER ERRADO é parte característica do estilo Liefield. Consertar algo configura descaracterização da obra em função da indústria de massas e seu favoritismo pelo “belo”. Na onda da contra-mão este atentado ao quadrinhos acaba sendo considerado, mais uma vez digo POR ASSOCIAÇÃO, uma das maiores e mais legítimas peças dos anos 90. ELE é o único motivo da afirmativa de que “OS ANOS NOVENTA NÃO PRESTAM” ainda ter algum valor: Toda vez que lembramos dele, qualquer argumento de defesa dessa década cai por terra.

A industria e seus editores não se contradizem: Então alimentam o cara com bastante trabalho e destaque, como uma forma de cortesia ou pensão, para que o patrimônio cultural de sua “arte” não se perca, mas na verdade…quer muito acreditar nisso…esperando que um dia ele desista logo, aposente-se e suma de vez.

Os fãs, convencidos desse valor e somando a onda do “ser do contra”…compram suas revistas como se fosse a última bolacha do pote. Gerando a demanda para este falso ídolo. Um tremendo erro…pois acaba ocupando o espaço de diversos novos artistas, extremamente dedicados e talentosos, que se matam para ter um trabalho na indústria americana e pagar as contas do mês com sua arte…Liefield é um verdadeiro Troll gordo e fedorento que ocupa dois ou três assentos e sempre terá seu lugar garantido à mesa.

Este fato gera um extremo desânimo em mim como artista/quadrinista. Acabando por me desiludir de vez com a indústria, agenciamento…tudo isso.

Liefield  e outros como ele, que vivem em um mundo onde bons relacionamentos falam mais alto que o talento e profissionalismo, são uma aberração sustentada pela indústria.

Se não estiver rolando…clique na imagem e veja nosso
ânimo com o assunto…

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