Arquivo do mês: agosto 2014

SNAP! Warner fez um favor para a Marvel/Disney.

Guardiões foi um ótimo filme. Um sucesso. Quase meio bilhão pelo mundo todo.

Poderia ser uma das maiores bilheterias de 2014, se não tivesse que competir com as enormes e anabolizadas Tartarugas Ninjas da produtora do Michael Bay.  Com o sucesso da animação exibida na Nickelodeon e toda carga pop que leva as tartarugas,  os pais levam seus filhos para assistir TMNT, e os reviews fazem o seu papel em minar o hipe do filme, que mesmo assim evitou a costumeira queda de 60% da segunda semana e entra sua terceira semana seguida como líder nas bilheterias.

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80% dessa imagem foi feita no meu Iphone no trânsito impraticável de Belo Horizonte.

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Essa daqui passou pelo photoshop, pouca coisa: Somente algumas “luzes auspiciosas”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo com a queda da potencial arrecadação do GotG, que ainda conta com Hércules, Planeta dos Macacos e Lucy para arrancar alguns trocados, podemos dizer que o filme vai bater a casa dos 250 milhões domesticamente, nada mais justo, porém colabora com a teoria de que os blockbusters tem tido dificuldades em passar dessa marca.

Observando tudo isso, e se antecipando até, a DC/ Warner fez bem em evitar conflito com a Marvel no lançamento de Batman v Superman. Tratar as editoras como time de futebol é algo que pertence a nós, fãs. A Marvel é quem tem tirado mais vantagem disso. A Dc/Warner parece não ter essa visão até agora e continua levando seus filmes como um negócio frio e sem paixão, e o interesse dos fãs em ver a liga no cinema é uma impressionantemente promissora estatística de mercado, .

Mesmo assim, em curso de colisão com Capitão América com os seus vingadores e tudo mais…alguém tem alguma dúvida do que aconteceria?

 

2013-super-vs-thor

Nem em um embate ético, nem em um embate físico, nem nas bilheterias: Thor nunca venceria Superman.

Para se ter idéia: Na comicon, a marvel exibiu um teste do Homem Formiga, um trailer do próximo filme dos Vingadores, e a confirmação de Thanos. Tudo isso junto não foi o suficiente para ganhar o público: A Dc ganhou com 30 segundos de Batman vs Superman, e uma foto da Gal Gadot como Wonder Woman.

A única chance da Marvel se manter combatível nessa data específica seria fazer do filme do Capitão uma espécie de Avengers 2,5.  Nos quadrinhos, Sam Wilson herdou o escudo, o que pode tirar Evans da jogada (finalmente) e restaurar o interesse do público da franquia com um Afro-América.

Capitão é o líder dos Avengers…a Marvel deveria usar a data de lançamento para colocar todo seu panteão, liderados pelo bandeiroso, contra a epicidade que é Superman, Batman , Wonder Woman e aquele herói que fala com os peixes… em um mesmo filme.

Percebendo essa tendência, a Warner não poderia arriscar perder dinheiro: Ela esta atras na corrida cinematográfica, mas a frente dos produtos multi-mídias como Games, Comics e Animações, o que mantem seus personagens vivos no publico adulto e infanto-juvenil. No cinema, mesmo que a Warner não tenha feito muito bem no ramo dos super heróis e adaptações de quadrinhos, temos que lembrar que as expectativas do estúdio são no nível de Senhor dos Aneis, Harry Potter, Batman TDK….ou seja: Renda de Bilhões de dólares é algo com o que o estúdio esta acostumado a alcançar. A Marvel/Disney só conseguiu isso agora.

Mesmo sendo uma luta ganha para a Warner /DC, é uma luta: Haveria perda para todos os lados. Garantia de sucesso é necessária para alcançarem um filme da liga que tenha pernas para ser o carro chefe do estúdio, assim como as bilionárias franquias já citadas. Lembrando que, conforme disse  Dan Fellman presidente de distribuição da Warner Bros, ter essa vantagem poderia garantir que SvB quebre a marca de 250 milhões domesticamente, para os produtores, é isso que importa.

Batman v Superman é filme para ser discutido na casa dos bilhões, no mínimo. Então é melhor garantir um filme divertido, que corresponda as expectativas do público sem deixar nenhuma fatia para a Marvel, que não tem medo de briga…e ainda pode dar um jeito de atrapalhar os planos da Warner ao lançar o ESQUADRÃO SUPREMO na mesma data do filme da DC.

(não foi ideia minha…li em algum lugar.)

Ou pior…a Disney pode comprar tudo. Vai saber.


Putz´n Grilla: SHELL SHOCK!

Em um domingo folgado. Eu, minha esposa e minha filha rodávamos a tevê a cabo procurando algo que prendesse nossa atenção no fim de tarde. Paramos na animação da nickelodeon dos tartarugas ninja sem muita pretensão de ficar por lá muito tempo. Quando assustei, estávamos assistindo um especial de fim de temporada, ficamos uma hora e meia no canal. Estava assistindo em família, agora Pai, os mesmos personagens com os quais cresci. É esse o tipo de “poder” que tem Tartarugas Ninja para minha geração.

Então: Não importa o quanto o filme seja ruim na verdade…desde que meus personagens prediletos estejam lá, bem representados e caracterizados,  nesse caso, já valerá meu ingresso. Quero mais é vê-los distribuindo seu ninjutsu de esgoto em meia duzia de coreógrafos malabaristas. De resto…é resto!

O filme se vale da paixão de seu público para completar os espaços deixados pelo roteiro e corre sem muito desenvolvimento: Rafa tem uma breve tensão com Léo e questiona sua liderança. Don tem breves momentos “Nerds”. Mike, ah…Mike nunca é demais e Splinter desce a porrada em todo mundo. Tudo como deve ser.TMNT-final

Para dar mais relevância a personagem de Megan Fox, April O´Neal, a nova origem se tornou uma mistura entre a versão Nickelodeon e a versão original dos quadrinhos. O que acaba eliminando Hamato Yoshi da equação, substituído por livros de ninjutsu encontrados no esgoto pelo rato mutado. Por isso, a química entre Splinter e Destruidor perda a força, pois esta tudo ligado a origem do mestre rato, no entanto nada impede que eles lutem como se ela existisse (um dos melhores momentos do filme) o que deixa tudo bem familiar.

O nível de realismo alcançado pela equipe de produção é assustador, de gerar uma certa estranheza (os  quadrinhos sempre tiveram esse tom.) Porém, os personagens são escritos como se fossem desenhos animados. O resultado é uma realidade cartunesca incrível: As tartarugas ganham vida em cada escama e se tornam tão impressionantes HOJE quanto foram em 1990 no seu primeiro filme.

O problema é que Michael Bay não sabe o que significa simplicidade. É difícil ser  furtivo como um ninja com quase dois metros de altura,sendo musculoso como o HULK e com tantos penduricalhos no seu casco. E o Destruidor “Transformers”: sua armadura não tem o menor sentido de existir. Para que tanta lâmina se ele não pode cortar ninguém o filme inteiro?

Apenas aqueles que emprestam suas expressões e movimentos para os quelônios, o rato e o robô samurai, salvam o aspecto humano do filme. Até a extrapolada nos esteriótipos se encaixa bem nesse departamento. Se você usa óculos e luta alguma arte marcial agora pode se sentir nos cascos de Donatello: Aquela arrumadinha no aparato é essencial. O restante dos personagens humanos são fracos, Will Arnett foi um erro, poderiam ter escalado um Casey Jones que seria bem melhor. Megan Fox só faz cara de modelo. E Whoopi Goldberg…

O diretor de Fúria de Titãs, Jonathan Liebesman, faz o  filme perder muito ritmo quando resolve contar a história dentro da história para explicar as coisas, ele usa muito o personagem de William Fichtner para isso, e parece não saber o que colocar entre as cenas de ação…mas quando chega a ação é algo espetacular!

Turtles vs Clã do pé! Turtles vs Pizza! Splinter vs Destruidor! Destruidor vs Rafael! Tartarugas vs Destruidor e Tartarugas vs força da natureza…SÓ FALTOU UM LEONARDO VS RAFAEL CLÁSSICO! De resto esta ótimo! E é isso que o filme prometeu! E é isso que ele cumpriu. Pronto!

O resultado final é bem o que tem sido alcançado os filmes de super heróis: Um filme divertido, com uma história bem superficial, recheado de momentos memoráveis. É como uma eventual pizza de domingo: Bom para toda a família.

Um belo recomeço para as tartarugas no cinema. Transformers 4 não é um filme bom filme e já fez um bilhão pelo mundo! “Porque?” eles sempre perguntam: Ele entrega o que promete!

GAWABANGA!

 


Putz n´Grilla: GotG… “something good, something bad…

Guardiões da Galáxia é legal. “something good, something bad — a bit of both.”

A Marvel/Disney quase conseguiu fazer um filme com um bando de “A-Holes” se tornar uma grande opera espacial com repertório da década de 70 regido pelo escritor de Scooby- Doo… James Gunn, que aqui desenvolve um papel incrível como diretor com a missão de fazer desse bando a nova sensação pop da Marvel.

O filme começa muito bem, com o drama do jovem Quin e a introdução do Starlord. A trama que coloca todo o bando de “ A- Holes” juntos. Até o ponto em que a motivação que mantem o grupo unido (dinheiro) é substituído pela emergencial extinção o filme tem uma queda de ritmo, mas logo reencontra o rumo no arco final. Nas medidas certas de pressão e necessidade o menino, que se sensibiliza pela vida de um sapo, retorna para salvar a Galáxia.

Temos uma aventura envolvente, protagonistas carismáticos, belas mulheres, uma acertadíssima trilha sonora , tal como os efeitos que deveria concorrer ao oscar de 2014 (minha aposta, pois a Marvel/Disney já vem patinando um oscar de efeitos a algum tempo) e momentos memoráveis. A marvel sabe como construir momentos assim em seus filmes, que ficam na memória do seu público e rendem memes pelo resto de nossas vidas. Escolha um! Nesse filme temos uns quatro, não vou entregar aqui mas vc saberão quando assistir. Essa é a parte do “Something Good…” (Parafraseando Quin).

O “quase” é pelo “.. something bad….”. Para se tornar a franquia que todos os fãs queriam, “ O novo Star Wars”, faltou mais Sci-fi e menos comédia. Nesse caso, as piadas não geram vergonha alheia como em Ironman 3 porque o bando de “A-Holes” são completamente desconhecidos pelo público, ninguém se importa com eles até então, logo se aceita qualquer coisa e é justamente por isso que, qualquer dancinha, qualquer dedo do meio dirigido ao público de 12 anos de idade, se torna “aceitável” (que os pais fiquem avisados). Afinal de contas, o que é “politicamente correto” hoje em dia, não é mesmo?

Faltou criatividade dos artistas de produção e da direção de arte. Eles poderiam diversificar mais na engenharia espacial, nas naves, nas armas. A Galáxia é muito homogênica, quase todos falam inglês. Temos humanoides de todas as cores e materiais, mas nenhum ser meio peixe, meio ameba, meio bactéria. Sei lá! A cena do bar da banda da cantina de Star Wars, ou discurso do Sinestro em OA ( citei Lanterna Verde e vou fazer isso novamente), tem mais diversidade fisiológica do que as duas horas de GotG. Isso faz com que você se sinta na terra, em um futuro distante, ou em outra dimensão, ou como se os humanos tomassem o espaço…tudo, menos no hyper espaço.

Tendo tanto o que fazer com Groot, Racoon e Quin, deixamos Gamora e Drax sem muito desenvolvimento, apenas com lapsos de bons momentos. O vilão é fraco, nem lembro mais seu nome, ou sua motivação. Só lembro que ele foi burro o suficiente para peitar Thanos, e mais imbecil ainda por cair em um truque estupidamente desnecessário do Quinn na batalha final. Mas…são detalhes.

a bit of both…” . A história: A Marvel sabe fazer isso nos quadrinhos, agora acertaram o tom no cinema (finalmente). Com Bendis e Quesada como consultores criativos o trabalho não tinha como errar. A história  justifica tudo que esta no filme, da trilha sonora ao comportamento do protagonista perante as ameaças e suas motivações. Tá certo que o jovem Quill briga com os colegas da escola por conta de um sapo morto injustamente,mas chuta um lagarto nos primeiros segundos de cena como adulto. A construção do personagem de Quill é confusa pois ele é tão “terrestre”, cheio de referências da nossa cultura pop, mesmo sendo criado por saqueadores no espaço. Mas Chris Patt,  uma escalação acertadíssima do elenco, tão carismático quanto Robert Downey Jr, faz com que isso acabe sendo parte dos mínimos detalhes que não incomodam dentro do show de efeitos especias e da trilha sonora extremamente envolvente. Da aventura e ação. E dos momentos de emotividade de um impiedoso Guaxinim mercenário e seu amigo árvore.

Vindo do fã da DC “mais difícil de matar”: Guardiões da Galáxia vale toda a pena, vale o ingresso, a euforia, vale a trilha sonora…e dessa vez a crítica de massa acertou no seu veredito: É infinitamente MELHOR que Avengers.

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GotG…BANG!