Putz n´Grilla: GotG… “something good, something bad…

Guardiões da Galáxia é legal. “something good, something bad — a bit of both.”

A Marvel/Disney quase conseguiu fazer um filme com um bando de “A-Holes” se tornar uma grande opera espacial com repertório da década de 70 regido pelo escritor de Scooby- Doo… James Gunn, que aqui desenvolve um papel incrível como diretor com a missão de fazer desse bando a nova sensação pop da Marvel.

O filme começa muito bem, com o drama do jovem Quin e a introdução do Starlord. A trama que coloca todo o bando de “ A- Holes” juntos. Até o ponto em que a motivação que mantem o grupo unido (dinheiro) é substituído pela emergencial extinção o filme tem uma queda de ritmo, mas logo reencontra o rumo no arco final. Nas medidas certas de pressão e necessidade o menino, que se sensibiliza pela vida de um sapo, retorna para salvar a Galáxia.

Temos uma aventura envolvente, protagonistas carismáticos, belas mulheres, uma acertadíssima trilha sonora , tal como os efeitos que deveria concorrer ao oscar de 2014 (minha aposta, pois a Marvel/Disney já vem patinando um oscar de efeitos a algum tempo) e momentos memoráveis. A marvel sabe como construir momentos assim em seus filmes, que ficam na memória do seu público e rendem memes pelo resto de nossas vidas. Escolha um! Nesse filme temos uns quatro, não vou entregar aqui mas vc saberão quando assistir. Essa é a parte do “Something Good…” (Parafraseando Quin).

O “quase” é pelo “.. something bad….”. Para se tornar a franquia que todos os fãs queriam, “ O novo Star Wars”, faltou mais Sci-fi e menos comédia. Nesse caso, as piadas não geram vergonha alheia como em Ironman 3 porque o bando de “A-Holes” são completamente desconhecidos pelo público, ninguém se importa com eles até então, logo se aceita qualquer coisa e é justamente por isso que, qualquer dancinha, qualquer dedo do meio dirigido ao público de 12 anos de idade, se torna “aceitável” (que os pais fiquem avisados). Afinal de contas, o que é “politicamente correto” hoje em dia, não é mesmo?

Faltou criatividade dos artistas de produção e da direção de arte. Eles poderiam diversificar mais na engenharia espacial, nas naves, nas armas. A Galáxia é muito homogênica, quase todos falam inglês. Temos humanoides de todas as cores e materiais, mas nenhum ser meio peixe, meio ameba, meio bactéria. Sei lá! A cena do bar da banda da cantina de Star Wars, ou discurso do Sinestro em OA ( citei Lanterna Verde e vou fazer isso novamente), tem mais diversidade fisiológica do que as duas horas de GotG. Isso faz com que você se sinta na terra, em um futuro distante, ou em outra dimensão, ou como se os humanos tomassem o espaço…tudo, menos no hyper espaço.

Tendo tanto o que fazer com Groot, Racoon e Quin, deixamos Gamora e Drax sem muito desenvolvimento, apenas com lapsos de bons momentos. O vilão é fraco, nem lembro mais seu nome, ou sua motivação. Só lembro que ele foi burro o suficiente para peitar Thanos, e mais imbecil ainda por cair em um truque estupidamente desnecessário do Quinn na batalha final. Mas…são detalhes.

a bit of both…” . A história: A Marvel sabe fazer isso nos quadrinhos, agora acertaram o tom no cinema (finalmente). Com Bendis e Quesada como consultores criativos o trabalho não tinha como errar. A história  justifica tudo que esta no filme, da trilha sonora ao comportamento do protagonista perante as ameaças e suas motivações. Tá certo que o jovem Quill briga com os colegas da escola por conta de um sapo morto injustamente,mas chuta um lagarto nos primeiros segundos de cena como adulto. A construção do personagem de Quill é confusa pois ele é tão “terrestre”, cheio de referências da nossa cultura pop, mesmo sendo criado por saqueadores no espaço. Mas Chris Patt,  uma escalação acertadíssima do elenco, tão carismático quanto Robert Downey Jr, faz com que isso acabe sendo parte dos mínimos detalhes que não incomodam dentro do show de efeitos especias e da trilha sonora extremamente envolvente. Da aventura e ação. E dos momentos de emotividade de um impiedoso Guaxinim mercenário e seu amigo árvore.

Vindo do fã da DC “mais difícil de matar”: Guardiões da Galáxia vale toda a pena, vale o ingresso, a euforia, vale a trilha sonora…e dessa vez a crítica de massa acertou no seu veredito: É infinitamente MELHOR que Avengers.

#racoom, #starlord, #GotG, #guardians, #marvel, #greenllantern, #Dccomics, #Warner

GotG…BANG!

 

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