BREAKDOWN: Esquadrão Suicida.

Nesse fim de semana foram liberadas fotos do Esquadrão Suicida, novo filme da Warner/DC, que será lançado ano que vem em uma imagem de produção seguida de diversas fotos do set que começaram gerar diversas especulações em relação ao filme. Pelo que vimos e ouvimos até aqui, podemos montar o direcionamento da produção.

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da esquerda para direita: Amarra (Adam Beach), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Magia (Cara Delavigne),Katana (Karen Fukuhara), Rick Flagg (Joel Kinnaman), Arlequina (Margot Robbie), Pistoleiro (Will Smith), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e El Diablo (Jay Hernandez).

O protagonismo deve ficar por conta do personagem de Will Smith, o que justificaria sua escalação para o elenco. Devemos ter o tradicional drama relacionando sua filha e o fato de fazer trabalhos contra gosto para Amanda Waler (Viola Davis).

Flagg (Kinnaman) parece não estar nada confortável sobre o trabalho de juntar todos esses vilões em um grupo de ação tática.  Jake Gyllenhaal, primeira opção para viver o personagem, desistiu do papel devido ao carácter secundário de Flagg no roteiro, ele deve funcionar no maior estilo “Uma babá quase perfeita” com trabucos.

O Capitão Bumerangue e a Arlequina devem ficar para um bom terceiro plano: Uma rivalidade entre Bumerangue e o Pistoleiro foi explorada na animação, pode funcionar aqui, uma vez que Jai Courtney tem sido bem cotado nos últimos filmes de ação, pode se esperar algo mais de seu personagem.

Já a Arlequina…

O restante do grupo deve servir para compor o Action Pack: Demonstrações de força bruta, bizarrices e mortes no grupo.

O antagonismo principal deve ficar para o personagem de Jared Leto. Com a expectativa que o personagem esta gerando nas redes e o calibre de Leto com ator, não seria diferente. Sendo assim, um plot bem parecido com o explorado nos games ARKHAM seria o ideal: Coringa comanda uma rebelião que pede intervenção e, ao invés do morcego, teremos um “bando de A-Holes” táticos dispensável, montado para dar fim a rebelião, resgatar inteligência e matar alguns alvos convencionais. Correndo pro fora Deathstroke! Sabe do que estou falando….

Falando no morcego, Ben Afleck esteve no set de filmagens como Batman, o que aumenta as chances de Suicide Squad fazer sim parte de uma iniciativa da Warner de integrar seus personagens quadrinísticos no mesmo universo cinematográfico. Tivemos boatos de um certo tridente na sala de Amanda Waler (Viola Davis), e de que no filme Batman v Superman Bruce Wayne teria posse de um artefato de Themicera ( ilha das amazonas do universo DC)…o que o colocaria na mira da Wonder Woman.

Interessante notar os personagens com atributos “fantásticos” como Magia, Diablo e monstruosidades como Killer Croc. Isso afasta de vez o universo do Nolan e aproxima ainda mais do que encontramos nos premiados games da WB com os personagens da DC Comics: A triologia Arkham e o game Injustice. Um filme da Justice League Dark esta sendo planejado com Guilhere Del Toro em mente, que encaixaria a personagem de Cara Delavigne no esquema. Porém a ligação desses personagens com o panteão de Wonder Woman ou até mesmo o Aquaman…não seria nada problemático.

Suicide Squad tenta pegar no contra pé de um mercado que já mostra cansaço do gênero de comicbook movies e uma falta de paciência com as adaptações da Warner. Um filme de super vilões parece arriscado, mas se apresenta como uma alternativa refrescante que pode reanimar a audiência e apresentar uma nova plataforma para as adaptações do estúdio. Resta saber se isso vai ser bem explorado e se eles serão mesmo vilões ou heróis malvados…. independente disso, esperamos um bom resultado e uma boa história.

O filme é escrito e dirigido por David Ayer: O mesmo que nos trouxe “Um dia de treinamento”, o primeiro “Velozes e Furiosos” e  o mais recente “Fury”.  Ele fez questão de chamar a responsabilidade e pedir liberdade criativa, o que significa “mantenha seus advogados e marqueteiros longe do meu filme…”

Não deve ser justo nesse filme que ele vai errar a mão. Estamos de olho.


Putz´n GRILLA: Abril vermelho!

Estamos na metade de abril e já estou esgotado.

Seremos engolidos por lançamentos e temporadas das séries que abduzirá nossas consciências de tal forma que não sobrará nada dessa realidade até o mês acabar.

Estaremos na “Patrulha da Noite”, viajando entre realidades, do caos de Starling City ao submundo de Gotham na velocidade de um Flash. Você precisará de um advogado para tratar das negligências que será obrigado a cometer na vida real: Melhor ligar para o Saul. Ainda teremos que arrumar tempo para dar um pulo na cozinha do inferno…antes de embarcar nas “mais loucas aventuras” com os vingadores.  Zilhões de personagens velozes e furiosos, e toneladas de referência quadrinística por segundo.

Sem esquecer de ficar de boa, “num rolezin relax” no GTA5. E por fim, netherrealm…para quebrarmos ossos e estriparmos nossos adversários em um Mortal Kombat.

Deveriam colocar nossas mentes em um pote para estudos. Uma máquina de processamento assim deve ser difícil de descifrar. Aqui vai a lista de eventos: Alguns já passaram, outros ainda estão por vir…se esquecer de algo, me avisem.

  • Velozes e Furiosos já foi…
  • Game of Thrones esta de volta
  • Better Call Saul terminou uma ótima temporada.
  • The Flash retorna hoje.
  • Arrow volta amanhã.
  • Daredevil esta disponível no netflix.
  • Mortal Kombat X HOJE.
  • GTA 5 HOJE também..
  • Bloodborne Disponível e sendo jogado insanamente…
  • Convergence DC comics…começou no dia 8.
  • Vingadores… 30 de Abril
  • Jogos do Galo pela libertadores e pelo Mineiro….ARGH que mês!!!!!

Bora lá…aproveitar todas as realidades.


SNAP! Warner fez um favor para a Marvel/Disney.

Guardiões foi um ótimo filme. Um sucesso. Quase meio bilhão pelo mundo todo.

Poderia ser uma das maiores bilheterias de 2014, se não tivesse que competir com as enormes e anabolizadas Tartarugas Ninjas da produtora do Michael Bay.  Com o sucesso da animação exibida na Nickelodeon e toda carga pop que leva as tartarugas,  os pais levam seus filhos para assistir TMNT, e os reviews fazem o seu papel em minar o hipe do filme, que mesmo assim evitou a costumeira queda de 60% da segunda semana e entra sua terceira semana seguida como líder nas bilheterias.

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80% dessa imagem foi feita no meu Iphone no trânsito impraticável de Belo Horizonte.

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Essa daqui passou pelo photoshop, pouca coisa: Somente algumas “luzes auspiciosas”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo com a queda da potencial arrecadação do GotG, que ainda conta com Hércules, Planeta dos Macacos e Lucy para arrancar alguns trocados, podemos dizer que o filme vai bater a casa dos 250 milhões domesticamente, nada mais justo, porém colabora com a teoria de que os blockbusters tem tido dificuldades em passar dessa marca.

Observando tudo isso, e se antecipando até, a DC/ Warner fez bem em evitar conflito com a Marvel no lançamento de Batman v Superman. Tratar as editoras como time de futebol é algo que pertence a nós, fãs. A Marvel é quem tem tirado mais vantagem disso. A Dc/Warner parece não ter essa visão até agora e continua levando seus filmes como um negócio frio e sem paixão, e o interesse dos fãs em ver a liga no cinema é uma impressionantemente promissora estatística de mercado, .

Mesmo assim, em curso de colisão com Capitão América com os seus vingadores e tudo mais…alguém tem alguma dúvida do que aconteceria?

 

2013-super-vs-thor

Nem em um embate ético, nem em um embate físico, nem nas bilheterias: Thor nunca venceria Superman.

Para se ter idéia: Na comicon, a marvel exibiu um teste do Homem Formiga, um trailer do próximo filme dos Vingadores, e a confirmação de Thanos. Tudo isso junto não foi o suficiente para ganhar o público: A Dc ganhou com 30 segundos de Batman vs Superman, e uma foto da Gal Gadot como Wonder Woman.

A única chance da Marvel se manter combatível nessa data específica seria fazer do filme do Capitão uma espécie de Avengers 2,5.  Nos quadrinhos, Sam Wilson herdou o escudo, o que pode tirar Evans da jogada (finalmente) e restaurar o interesse do público da franquia com um Afro-América.

Capitão é o líder dos Avengers…a Marvel deveria usar a data de lançamento para colocar todo seu panteão, liderados pelo bandeiroso, contra a epicidade que é Superman, Batman , Wonder Woman e aquele herói que fala com os peixes… em um mesmo filme.

Percebendo essa tendência, a Warner não poderia arriscar perder dinheiro: Ela esta atras na corrida cinematográfica, mas a frente dos produtos multi-mídias como Games, Comics e Animações, o que mantem seus personagens vivos no publico adulto e infanto-juvenil. No cinema, mesmo que a Warner não tenha feito muito bem no ramo dos super heróis e adaptações de quadrinhos, temos que lembrar que as expectativas do estúdio são no nível de Senhor dos Aneis, Harry Potter, Batman TDK….ou seja: Renda de Bilhões de dólares é algo com o que o estúdio esta acostumado a alcançar. A Marvel/Disney só conseguiu isso agora.

Mesmo sendo uma luta ganha para a Warner /DC, é uma luta: Haveria perda para todos os lados. Garantia de sucesso é necessária para alcançarem um filme da liga que tenha pernas para ser o carro chefe do estúdio, assim como as bilionárias franquias já citadas. Lembrando que, conforme disse  Dan Fellman presidente de distribuição da Warner Bros, ter essa vantagem poderia garantir que SvB quebre a marca de 250 milhões domesticamente, para os produtores, é isso que importa.

Batman v Superman é filme para ser discutido na casa dos bilhões, no mínimo. Então é melhor garantir um filme divertido, que corresponda as expectativas do público sem deixar nenhuma fatia para a Marvel, que não tem medo de briga…e ainda pode dar um jeito de atrapalhar os planos da Warner ao lançar o ESQUADRÃO SUPREMO na mesma data do filme da DC.

(não foi ideia minha…li em algum lugar.)

Ou pior…a Disney pode comprar tudo. Vai saber.


Putz´n Grilla: SHELL SHOCK!

Em um domingo folgado. Eu, minha esposa e minha filha rodávamos a tevê a cabo procurando algo que prendesse nossa atenção no fim de tarde. Paramos na animação da nickelodeon dos tartarugas ninja sem muita pretensão de ficar por lá muito tempo. Quando assustei, estávamos assistindo um especial de fim de temporada, ficamos uma hora e meia no canal. Estava assistindo em família, agora Pai, os mesmos personagens com os quais cresci. É esse o tipo de “poder” que tem Tartarugas Ninja para minha geração.

Então: Não importa o quanto o filme seja ruim na verdade…desde que meus personagens prediletos estejam lá, bem representados e caracterizados,  nesse caso, já valerá meu ingresso. Quero mais é vê-los distribuindo seu ninjutsu de esgoto em meia duzia de coreógrafos malabaristas. De resto…é resto!

O filme se vale da paixão de seu público para completar os espaços deixados pelo roteiro e corre sem muito desenvolvimento: Rafa tem uma breve tensão com Léo e questiona sua liderança. Don tem breves momentos “Nerds”. Mike, ah…Mike nunca é demais e Splinter desce a porrada em todo mundo. Tudo como deve ser.TMNT-final

Para dar mais relevância a personagem de Megan Fox, April O´Neal, a nova origem se tornou uma mistura entre a versão Nickelodeon e a versão original dos quadrinhos. O que acaba eliminando Hamato Yoshi da equação, substituído por livros de ninjutsu encontrados no esgoto pelo rato mutado. Por isso, a química entre Splinter e Destruidor perda a força, pois esta tudo ligado a origem do mestre rato, no entanto nada impede que eles lutem como se ela existisse (um dos melhores momentos do filme) o que deixa tudo bem familiar.

O nível de realismo alcançado pela equipe de produção é assustador, de gerar uma certa estranheza (os  quadrinhos sempre tiveram esse tom.) Porém, os personagens são escritos como se fossem desenhos animados. O resultado é uma realidade cartunesca incrível: As tartarugas ganham vida em cada escama e se tornam tão impressionantes HOJE quanto foram em 1990 no seu primeiro filme.

O problema é que Michael Bay não sabe o que significa simplicidade. É difícil ser  furtivo como um ninja com quase dois metros de altura,sendo musculoso como o HULK e com tantos penduricalhos no seu casco. E o Destruidor “Transformers”: sua armadura não tem o menor sentido de existir. Para que tanta lâmina se ele não pode cortar ninguém o filme inteiro?

Apenas aqueles que emprestam suas expressões e movimentos para os quelônios, o rato e o robô samurai, salvam o aspecto humano do filme. Até a extrapolada nos esteriótipos se encaixa bem nesse departamento. Se você usa óculos e luta alguma arte marcial agora pode se sentir nos cascos de Donatello: Aquela arrumadinha no aparato é essencial. O restante dos personagens humanos são fracos, Will Arnett foi um erro, poderiam ter escalado um Casey Jones que seria bem melhor. Megan Fox só faz cara de modelo. E Whoopi Goldberg…

O diretor de Fúria de Titãs, Jonathan Liebesman, faz o  filme perder muito ritmo quando resolve contar a história dentro da história para explicar as coisas, ele usa muito o personagem de William Fichtner para isso, e parece não saber o que colocar entre as cenas de ação…mas quando chega a ação é algo espetacular!

Turtles vs Clã do pé! Turtles vs Pizza! Splinter vs Destruidor! Destruidor vs Rafael! Tartarugas vs Destruidor e Tartarugas vs força da natureza…SÓ FALTOU UM LEONARDO VS RAFAEL CLÁSSICO! De resto esta ótimo! E é isso que o filme prometeu! E é isso que ele cumpriu. Pronto!

O resultado final é bem o que tem sido alcançado os filmes de super heróis: Um filme divertido, com uma história bem superficial, recheado de momentos memoráveis. É como uma eventual pizza de domingo: Bom para toda a família.

Um belo recomeço para as tartarugas no cinema. Transformers 4 não é um filme bom filme e já fez um bilhão pelo mundo! “Porque?” eles sempre perguntam: Ele entrega o que promete!

GAWABANGA!

 


Putz n´Grilla: GotG… “something good, something bad…

Guardiões da Galáxia é legal. “something good, something bad — a bit of both.”

A Marvel/Disney quase conseguiu fazer um filme com um bando de “A-Holes” se tornar uma grande opera espacial com repertório da década de 70 regido pelo escritor de Scooby- Doo… James Gunn, que aqui desenvolve um papel incrível como diretor com a missão de fazer desse bando a nova sensação pop da Marvel.

O filme começa muito bem, com o drama do jovem Quin e a introdução do Starlord. A trama que coloca todo o bando de “ A- Holes” juntos. Até o ponto em que a motivação que mantem o grupo unido (dinheiro) é substituído pela emergencial extinção o filme tem uma queda de ritmo, mas logo reencontra o rumo no arco final. Nas medidas certas de pressão e necessidade o menino, que se sensibiliza pela vida de um sapo, retorna para salvar a Galáxia.

Temos uma aventura envolvente, protagonistas carismáticos, belas mulheres, uma acertadíssima trilha sonora , tal como os efeitos que deveria concorrer ao oscar de 2014 (minha aposta, pois a Marvel/Disney já vem patinando um oscar de efeitos a algum tempo) e momentos memoráveis. A marvel sabe como construir momentos assim em seus filmes, que ficam na memória do seu público e rendem memes pelo resto de nossas vidas. Escolha um! Nesse filme temos uns quatro, não vou entregar aqui mas vc saberão quando assistir. Essa é a parte do “Something Good…” (Parafraseando Quin).

O “quase” é pelo “.. something bad….”. Para se tornar a franquia que todos os fãs queriam, “ O novo Star Wars”, faltou mais Sci-fi e menos comédia. Nesse caso, as piadas não geram vergonha alheia como em Ironman 3 porque o bando de “A-Holes” são completamente desconhecidos pelo público, ninguém se importa com eles até então, logo se aceita qualquer coisa e é justamente por isso que, qualquer dancinha, qualquer dedo do meio dirigido ao público de 12 anos de idade, se torna “aceitável” (que os pais fiquem avisados). Afinal de contas, o que é “politicamente correto” hoje em dia, não é mesmo?

Faltou criatividade dos artistas de produção e da direção de arte. Eles poderiam diversificar mais na engenharia espacial, nas naves, nas armas. A Galáxia é muito homogênica, quase todos falam inglês. Temos humanoides de todas as cores e materiais, mas nenhum ser meio peixe, meio ameba, meio bactéria. Sei lá! A cena do bar da banda da cantina de Star Wars, ou discurso do Sinestro em OA ( citei Lanterna Verde e vou fazer isso novamente), tem mais diversidade fisiológica do que as duas horas de GotG. Isso faz com que você se sinta na terra, em um futuro distante, ou em outra dimensão, ou como se os humanos tomassem o espaço…tudo, menos no hyper espaço.

Tendo tanto o que fazer com Groot, Racoon e Quin, deixamos Gamora e Drax sem muito desenvolvimento, apenas com lapsos de bons momentos. O vilão é fraco, nem lembro mais seu nome, ou sua motivação. Só lembro que ele foi burro o suficiente para peitar Thanos, e mais imbecil ainda por cair em um truque estupidamente desnecessário do Quinn na batalha final. Mas…são detalhes.

a bit of both…” . A história: A Marvel sabe fazer isso nos quadrinhos, agora acertaram o tom no cinema (finalmente). Com Bendis e Quesada como consultores criativos o trabalho não tinha como errar. A história  justifica tudo que esta no filme, da trilha sonora ao comportamento do protagonista perante as ameaças e suas motivações. Tá certo que o jovem Quill briga com os colegas da escola por conta de um sapo morto injustamente,mas chuta um lagarto nos primeiros segundos de cena como adulto. A construção do personagem de Quill é confusa pois ele é tão “terrestre”, cheio de referências da nossa cultura pop, mesmo sendo criado por saqueadores no espaço. Mas Chris Patt,  uma escalação acertadíssima do elenco, tão carismático quanto Robert Downey Jr, faz com que isso acabe sendo parte dos mínimos detalhes que não incomodam dentro do show de efeitos especias e da trilha sonora extremamente envolvente. Da aventura e ação. E dos momentos de emotividade de um impiedoso Guaxinim mercenário e seu amigo árvore.

Vindo do fã da DC “mais difícil de matar”: Guardiões da Galáxia vale toda a pena, vale o ingresso, a euforia, vale a trilha sonora…e dessa vez a crítica de massa acertou no seu veredito: É infinitamente MELHOR que Avengers.

#racoom, #starlord, #GotG, #guardians, #marvel, #greenllantern, #Dccomics, #Warner

GotG…BANG!

 


Putz´n grilla: Capitão América….

A verdadeira força da Marvel e seus filmes é a legião de fãs adquirida nos últimos anos. Em todos os lugares do planeta, principalmente na esfera crítica do cinema, onde preferem ficar a favor da “onda” do que enfrentar a fúria dos fãs na internet. 

Esse foi o modo de entender o porque a cada filme lançado o título de “melhor filme da marvel” ou “melhor que vingadores” é adquirido quase que automaticamente. Foi assim com Iron man 3, com Thor 2 e agora com o novo Capitão América, ainda sobre a sombra do retumbante Vingadores, faz rios de dinheiro. Seguindo as recepções que li antes do filme, achei que iria encontrar um Jason Bourne com o uniforme do Capitão América. Ouvi por ai que era o melhor filme de quadrinhos de todos os tempos e a melhor da Marvel, imaginem só: Não tem Jason Bourne vestindo a bandeira americana, com certeza não é o melhor filme da Marvel, que continua sendo, na minha opinião “Xmen, First Classe”. O filme nem sequer é melhor que Vingadores, e se fosse, isso não é uma proeza cinematográfica, nem para quem gosta de HQ’s, nem para quem gosta de cinema e tampouco para os loucos que amam adaptações de HQ para Cinema.

Como diria o musico Sérgio Sampaio “cada lugar em sua coisa”. Então amigos, vamos começar.

Para não ficar falando mal, porque eu sou previsível demais quando se trata de filmes Marvel, vamos direto ao ponto bom do longa: Ele realoca Steve Rogers na contemporaneidade. Isso funciona muito bem para o anacronismo do personagem. Fantasmas do passado o assombram com a chegada do Soldado Invernal, da sobrinha de sua antiga namorada. Steve tem dificuldades de entender a complexidade da mulher moderna e independente, como Natasha Romanov e opta usar a internet para se atualizar. Medo. Bacana. Porem na hora de posicionar o personagem como um ícone militarista, líder natural e inspiração de um exército imbatível você tem o Chris Evans para fazer isso, e cara, vocês sabem, aquele rostinho malhação, não adianta: ELE NUNCA SERÁ O CAPITÃO AMÉRICA. É só eu que tenho dificuldade de ver um soldado nele? E se não consigo ver um soldado, imagina um capitão?

Recentemente, li INFINITY de Jonathan Hickman , onde Caps lidera os Avengers JUNTAMENTE com líderes e raças de planetas inteiros na luta contra uma espécie de criadores intergaláticos chamados de Construtores. O banderoso é um líder estrategista que usa táticas como Cavalo de Tróia e distrações para derrubar exércitos intergaláticos e trazer resultados que motivam e inspiram todos os planetas. Gostaria que aqueles que leram, ou irão ler esta história TENTEM imaginar Chris Evans no capacete do capitão. EU NÃO CONSIGO! Evans é um terrível erro de Casting, Chris Hemsworth, esse deviria ter sido o Capitão América, mas enfim. Eu não vou ficar falando mal novamente.

Finalmente temos coreografias de luta e ação incrivelmente decentes. O escudo do capitão em batalha esta devidamente retratado: Como se você enfrentasse dois ao mesmo tempo. Sendo que o escudo tem ataque furtivo e dano crítico com direito a 1 turno por atordoamento, seguido de teste de vigor para recuperação (Nerdmode off). Georges St-Pierre teve que operar o joelho depois de enfrentar o super soldado. Caps pula de vinte andares e amortece a queda com o escudo, resiste a uma explosão semi nuclear, derruba paredes…mas na hora de enfrentar um lança granadas do Bucky voa uns 5 quarteirões e acaba derrubando um ônibus ( deve ser uma granada bem especial). Samuel L. Jackson se sustenta nele mesmo e encontra espaço para mostrar porque Nick Fury é tão F@D@: Ele usa o sabre de luz e ainda deixa o melhor bônus do filme na sua lápide. Antony Mackie tenta ser o negão cheio de graça. Scarlet tenta ser a ruiva sexy e por aí vai. Não vamos ficar falando mal, ok?

Você acaba esperando muito tempo para ver o que o filme tem de melhor, que é a ação, os efeitos e a pirotecnia…tendo que aguentar a ridícula trama de espionagem que chega a ser um insulto para qualquer mente que se deu o trabalho de pensar no plot principal: Quer dizer então, que a ideia de um mundo seguro aprovado pela Shield, agência de segurança internacional, é colocar uma bala na cabeça de cada um com potencial terrorista? Não vamos argumentar quem decide ou não quem vai morrer…um programa bolsa anti terrorismo talvez….o ruim é que isso parece ser uma boa ideia até o momento que os “inimigos”, que até então eram os “mocinhos”, tomam o controle ( Não! Já tinham o controle…) da nova medida. Stark AJUDA a construir a medida genocida. E o pior, Capitão América, o “Herói do filme”, se limita APENAS a argumentar sobre o assunto..até descobrir que é tudo do “inimigo”. Nick Fury é o cara que deixou tudo isso acontecer sob seu único olho bom durante todos esses anos? Não era para esperar menos do cara que entregou de de mão beijada o cubo na mão do Loki em Vingadores. O Fury do cinema é um completo imbecil, OU pertence a HIDRA TAMBÉM. Porque outro motivo ele meteria um  BALAÇO NO CORAÇÃO do único cara que teria as informações sobre TODO O ESQUEMA DA HIDRA? Enfim… o sucesso do filme se justifica uma vez que o público americano é tão paranoico quanto a “ficha da morte” da Shield/ Hidra.

Não consigo: Acabei falando mal sobre tudo que me incomodava. Mas não vou me limitar a apenas isso, todo mundo faz. Oferecerei agora soluções. Dessa vez, ao invés de falar o quanto o filme é ruim eu vou estrear a sessão que seguirá toda crítica daqui para frente.

REBOTE:

PAra começar…esquece a medida de segurança da Shield, no final ela só serve para sustentar aquele joguinho de vídeo game que acontece nos céus. Manteria os agentes infiltrados da Hidra como plot principal, e desenvolveria a tonelada de questões relacionadas aos personagens, e filmes passados, como satélites dessa trama principal: Com Steve no centro de tudo.

Colocaria Sam Wilson como principal referência de Rogers para se realocar nos dias de hoje, isso daria tempo de sobra para eles se tornarem grandes amigos e Falcon seria uma figura simplesmente necessária para Steve, que dependeria dele, não somente como uma âncora espiritual contemporâneo, mas como um soldado mais moderno que interage com as novas tecnologias naturalmente. Capitão não ficaria para trás,  mas Falcon estaria lá ajudando ele, ao mesmo tempo em que seria sua versão sem soro super soldado: Fazendo o que ele faz, mas mais lento, o que em certos momentos poderia ser a sua vantagem.

Um dos melhores momento do filme é quando Rogers está com Peggy, o que poderia render muito mais se ela tivesse apresentado sua sobrinha em uma tarde de chá e bolinhos tradicional. Nessa cena ao ver os dois juntos, Rogers, o amor da sua vida ainda tão jovem, Peggy teria um colapso, o que leva ela para o hospital, deixando o emocional de Roger ainda mais abalado para o que vem a seguir.

E o que seria uma Viúva Negra com ciúmes? Não, Natasha é independente demais para isso, poderiam desenvolver mais a história dela com o Fury: Porque eles são tão especiais um para o outro? Lembro-me do arco nos quadrinhos em que Natasha revela que Logan a salvou dos ninjas do tentáculo quando ainda era criança, gerando uma eterna gratidão. Eu usaria esse plot para o Fury resgatando uma jovem Natasha da sala vermelha e redirecionando seus talentos. O que lançaria Viúva Negra em uma busca pessoal e cega contra seus assassinos, resultando na descoberta da conspiração Hydra/Shield.

Até para organizar melhor o filme e dar mais foco no personagem de Scarlet. Deixaria todo o plot de espionagem no arco da Viúva Negra, que manipularia Rogers durante a investigação sobre o Soldado Invernal convergindo no terceiro ato com um Rogers aprendendo a não confiar em ninguém, uma vez que Natasha o manipulou para chegar aos assassinos de Fury. O que não conseguiria sozinha da mesma maneira que Rogers não conseguiria encontrar o Soldado Invernal. Os dois conseguem o que querem, mas Rogers nunca mais confiará em alguém novamente. Os tempos mudaram hoje “A confiança é uma mulher ingrata que te beija te abraça, te rouba e te mata” já diria os mano.

Uma das melhores cenas do filme é quando Rogers desiste de lutar e Banners o espanca impiedosamente! Um pouco mais de carga, e teríamos um momento como aquele final de Batman The Dark Knight com o Duas caras. Para isso escolheria a exposição do Capitão América, lá seria minha cena para a batalha final, o que colocaria Barners em colapso mental com a overdose de lembranças em conflito com a lavagem cerebral. Então Rogers oferece ajuda e Bucky foge, confuso. Roger mal consegue andar.

Rogers moído, sem casa, sem shield, sem vingadores… volta para visitar Peggi.

Ele não fala nada do ocorrido, não dá detalhes, mas aparece muito abalado e abatido para Peggy, que se levanta da sua cama, com dificuldades, para pagaria sua dívida com Rogers.

O filme terminaria com a cena da dança que estamos esperando desde o fim do primeiro filme.

Cena pós crédito: revelamos que Fury poderia estar vivo e que tudo fazia parte do plano para revelar a Hidra inflitrada na Shield. Ele se encontra com Natasha e temos o plot para um filme da Shield, ou da Viuva Negra.

Cena pós crédito 2: Soldado invernal encontrando o escudo do Capitão América….perdido em batalha. TCHAU CHRIS EVANS!

Fim. Agora, não é por falta de exemplos. Bastava olhar para  “os lados” afim de achar modelos da história perfeita para o Capitão América. Todos sabem, que a história do Capitão América jamais contada foi escrita, minha opinião, no mínimo duas vezes: Primeiro pela série 24 horas com Jack Bauer, Kiefer Sutherland é o Steve Rogers. Depois em Metal Gear Solid 3 e Peace Walker…onde BIG BOSS se torna a melhor encarnação do soldado patriota de todos os tempos. Se tivesse um pouco desses elementos, o Capitão América seira devidamente retratado.

Sendo assim, atualizarei esse post com o confronto de soldados patriotas mais esperado do início do século.

LUTA

BIG BOSS vs STEVE ROGERS…”Patriota” vs Patriota.

DICA: O combate vai ser bem rápido. 


Putz´n Grilla: Dead or Alive..YOU COME WITH ME!

Remake de ROBOCOP:

Trilha sonora clássica remixada em uma versão DUMBSTEP. Um Robocop supersônico combatendo robôs terroristas feitos em escalas colossais enquanto tenta encontrar um jeito de sair com sua parceira Lewis para mostrar o quanto “sexy machine” ele se tornou.

Sim! Esse seria o remake perfeito para o público americano dos tempos de hoje… SÓ-QUE-NÃO!

Chegou aos cinemas brasileiros o Robocop do diretor José Padilha (Tropa de Elite 1 e 2). O filme começou bem nas bilheterias internacionais, mas não foi tão bem nas terras americanas. A crítica esta dividida não por menos: Em tempos de Transformes e Ironman, conseguiria Padilha tornar Robocop relevante novamente? Acabaria deixando a audiência um tanto quanto “Robofóbica”?

A automatização do combate ao crime e sua relação com o fascismo é o tema principal do ícone “cult” do final dos anos 80. Um clássico da época: com sangue, brutalidade, piadas e situações “politicamente incorretas”. Nesse ambiente, o antigo Robocop apresenta um debate sobre escalada da violência, segurança pública e condições humanas (a velha poética do “homem mecânico”) de uma maneira única, com uma estética que hoje caberia apenas aos filmes de alta classificação e baixa lucratividade.

 Essa reinterpretação tem o desafio de traduzir tudo isso de maneira mais comercial, sem perder densidade: Mantendo sua marca de crítica política e social, sem desrespeitar o clássico e abater uma nova audiência acostumadas com os estrondosos e explosivos filmes de hoje, feitos em fundo verde, repletos de pontinhos, CGIs…etc. Tarefa difícil.

 Porém! Padilha é o cara! Inteligente, com um domínio incrível de direção. Conseguindo produzir algo de qualidade dentro das demandas da produção,do marketing, dos diretores executivos e fabricas de bonequinhos: Enfim, todo o sistema inerente ao Blockbuster americano.

Foi astuto ao não tentar prever o futuro retratando uma Detroit crível em um ambiente reconhecível para qualquer audiência. As armas ainda fazem muito barulho com balas de altíssimo calibre e o crime como um todo é muito “old school”. Os recursos do Robocop são bem prováveis, aqueles que não existem no tempo presente não devem demorar muito. Acesso a todas as câmeras e todas as informações na internet. Isso já torna Murphy um ser quase onipresente… esses dados nas mãos da polícia e do governo mostram uma realidade sem nenhuma privacidade! Murphy é o BIG BROTHER, pelas palavras do próprio Padilha (Reclamem com o cara!).

Se você é tão amante do clássico de Verhoeven e achava tudo apresentado até aqui muito água com açúcar… não se deixe enganar. Se não temos a morte cruel do Murphy e tiros na genitália de estupradores, com certeza temos a crueldade da sua nova realidade. As questões envolvendo sua família e como o amor por ela se relacionam com as condições impostas por programações e protocolos ditam todo o tom do filme.

Sim! A realidade de Murphy não é muito diferente da vida real, pois se até um robô meio-homem pode reescrever suas prioridades, ignorar protocolos, em nome da família e do amor não te leva a pensar como estamos gastando nosso perecível e precioso tempo hoje em dia?

Como não soltar um “Putz” quando revelam a real condição do protagonista: Sobrou muito menos do Murphy que o filme original. Isso acaba tornando muito mais humano sua luta pelo que resta. O que é o corpo humano, se não uma máquina? Somos todos fantasma na caixa e o que resta no final, a capacidade de sentir, tomar decisões e sofrer as conseqüências dela é exatamente o que nos diferencia do seu celular, por exemplo, que inclusive, deve saber mais da sua vida que você!

Essas condições humanas que restaram a Murphy são tratadas com extrema artificialidade. O que determina suas diretrizes é o mercado, deadlines, expectativa corporativas e cuidados com a imagem. Não tão diferente de qualquer outra pessoa. Já estamos presos em uma ilusão de “livre-arbítrio” em um mundo de facebook, big brother e notícias manipuladas.

O nível de artificialidade da vida contemporânea torna praticamente impossível não se identificar com as condições da vida de Murphy. Esse é o principal ponto que o diferencia de todos os personagens do gênero. Tony Stark não precisa da sua armadura para viver: É incoerente que alguém que descobriu um novo elemento na tabela química com alguns dias demore três filmes para encontrar a solução de como remover estilhaços de ferro próximos ao coração. Optimus Prime tem sua inteligência computadorizada tão apurada quanto um humano, com sabedoria e honrardes, mas não vive as questões cotidianas e é questionável se são capazes de amar…. Talvez o Wall-e seja tão humano… não…nenhum deles é tão humano quanto Robocop: E isso o coloca acima de todos esses. Isso o torna extremamente relevante para os dias de hoje.

Robocopfinal-web

A produção acerta ao chamar games designers para trabalharem no filme. Apesar de não gera grande impacto em quem acompanha games, deve funcionar para o público geral. É impossível não comparar com Metal Gear, mesmo que a franquia de games apresente opções mais ousadas (como o isolamento da mandíbula do cyborg ninja). O corpo de Murphy parece muito mais plástico do que metal em alguns pontos do filme, não fica claro o material envolvido e para um robô tático ele poderia fazer menos barulho ao se movimentar.

O filme não tem excessos, porém, todas as questões filosóficas, políticas e éticas são reduzidas à pinceladas deixando grande parte do tempo para o drama do Murphy. Por sorte não aumentaram o tempo da ação (como sempre querem os produtores) que é bem dosada, coreografada e boa de assistir. Ficamos com foco no desenvolvimento do protagonista, e tudo acaba por deixar a expectativa de uma continuação, se houver.

Quanto às interpretações: O Murphy do Kinnaman tem olhos grandes e emotivos, sua atuação antes do acidente desperta um interesse em ver mais do detetive antes de ser Robocop. Esperava mais do Michael Keaton, contracenando com o todo poderoso Gary Oldman e Samuel L. Jackson, fica difícil notar a presença do antigo Batman: Já o vimos “mais louco” em filmes menos importantes. O resto preenche a ficha.

Gostaria de estrear a sessão “Se fosse comigo…” nesse filme, mas, dentro das condições atuais de pressão e umidade, o filme é impecável. Infelizmente, saudosistas tentam diminuí-lo a mais um remaker fracassado, enquanto a parte da crítica que se propõe a coisas novas aplaude e pede por mais. Peço por mais PADILHA nos blockbusters internacionais: O resultado é um elenco mestiço contando histórias humanas em um ambiente realmente crível, que procura gerar reflexões relevantes e transformações naquele que procura apenas comer uma eventual “pipoquinha” e gastar um tempo enquanto assiste coisas legais.


Dragão Lyoto Machida

O dragão Machida!

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Putz´n Grilla: Galo 2014

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UFC SKT Night…HERE WE GO!

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UFC e sketch book na mão…
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